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Central de Tratamento de Resíduos Leste será construída dentro de uma Zona Especial de Preservação AmbientalFonte: Notícias Uol
O futuro aterro fica a 500 metros de distância do Morro do Cruzeiro, que tem 998 metros e é o segundo ponto mais alto da cidade, perdendo apenas para o Pico do Jaraguá. O local é considerado um patrimônio da capital. "Não faz sentido o desmatamento de uma área tão importante para a construção de um aterro sanitário", afirma Pedro Vicente, coordenador da campanha. A Pastoral da Ecologia, ligada à Igreja Católica, também é contrária à construção. Já Hamilton Clemente Alves, presidente do Movimento Ambiental Cultural Ecológico (MACE) da região, defende o CTL. Segundo ele, é um "mal necessário" para a cidade. "São Paulo está precisando de um aterro sanitário e, se ele vem para a nossa região, que tenhamos então toda a compensação ambiental." Alves conta que amanhã será instalado um conselho com cerca de 30 pessoas para acompanhar as obras e a compensação. Atualmente, a Prefeitura se vale de dois aterros privados para depositar o lixo, a um gasto mensal de R$ 6,6 milhões aos cofres municipais. "Um aterro próprio se opera com R$ 2 milhões ao mês", explica o presidente da Ecourbis, Ricardo Acar. Ele explicou que o aterro pôde ser criado em uma Zepam porque se trata de uma área de interesse público. |
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