23-07-2010
Nossa São Paulo promove debate sobre mobilidade em Santana
  Início: 23/07/2010 - 19:30   Como parte das comemo...
Mais »

17-07-2010
Operação Cata-bagulho na região da Brasilândia
Neste sábado, dia 17, a Subprefeitura Freguesia/Brasilândia realizará mais uma oNesta data os cami...
Mais »

12-07-2010
Sábado dia 18 - Palestra da RECANTA no Parque Estadual da Cantareira
RECANTA convida para  palestra RECANTA  no Parque Estadual da Cantareira  com a&n...
Mais »

09-07-2010
Cury Construtora e Rede de Cooperação da Cantareira promovem mutirão de reflorestamento no PEC
Durante todo o mês de junho, associados da Rede de Cooperação da Cantareira realizaram ações de ...
Mais »

Declaração dos Povos das Florestas Metropolitanas

O caráter distintivo do que chamamos florestas metropolitanas é a existência de uma metrópole que as circundam em todos os seus limites. Nestes ECOSISTEMAS híbridos (zonas de contato entre um ecossistema e outro) a impressão que temos é que as extremidades das florestas um dia se encontrarão e de que colisão com a metrópole pode provocar a degradação derradeira da floresta.

Resgatar a trágica colisão cultural entre europeus e ameríndios nos parece inteiramente válido para analisarmos a expansão das cidades para a floresta. Historicamente, a lógica desta expansão

Com seus loteamentos e ocupações que em nada consideram os recursos naturais certamente foi muito pouco influenciada pelos modos de vida tradicionais, nativos e ambientalmente sustentáveis.

Por isso, cada vez mais, nos dias atuais torna-se necessário discernir e mostrar, de forma  profunda a variada e conflitante ocupação humana engajando as comunidades das florestas metropolitanas no seu próprio devir histórico e em seu ecossistema concreto de modo que essa população aja de  forma  organizada e  novamente identificada com os valores da floresta, qualidade  de  vida em  consonância com as leis da natureza.

·         Proteger as florestas nativas e matas metropolitanas dos principais grave fatores de degradação ambiental loteamentos irregulares e à favelização percebendo que a pressão que diversas favelas exercem sobre seus limites e recursos é o ponto final do processo de enorme adensamento populacional que caracteriza as grandes cidades brasileiras como um todo;

·         Evitar a ocupação irregular, o uso irracional do solo que produzem a destruição dos ecossistemas, acarretando graves prejuízos à biodiversidade, à estabilidade das encostas, ao clima, à paisagem e ao regime hidrológico.

·         A garantir a execução de um plano de manejo dos mananciais das Florestas Metropolitanas, bem como dos recursos ambientais, como um caso de segurança pública, se quisermos garantir a perenidade do uso sustentável do bem de uso comum do povo, a água.

·         Restabelecer e revalorizar uma grande floresta dentro de uma grande cidade contribuindo significativamente com a história sócio-ambiental da região no que concerne a preservação dos recursos naturais, clima, biodiversidade ameaçada e vulnerabilidade juvenil; 

·         Fortalecer o maior numero de projetos que girem em torno de três eixos básicos: Saúde Integral (controle demográfico e sexualidade, saúde alimentar e violência) Meio ambiente (reflorestamento, implementação de parques, áreas de conservação e manejo florestal) e Novas tecnologias (monitoramento das áreas florestais e comunicação em rede);

Em decorrência destes processos intensifica  a presença  das áreas de risco fruto do  progressivo processo de degradação florestal  que origina a instabilidade de suas encostas e deslizamentos de grande magnitude no período das chuvas.

Além disso, não bastasse todos os males ambientais, o narcotráfico principalmente  na   Cantareira/SP e  Tijuca/RJ  ( as  maiores  Florestas  Metropolitanas  do mundo)  tem se constituído também num grave fator de degradação ambiental e social.

Deste paradoxal jardim florestal em meio a uma tão voraz máquina urbana chamamos a atenção principalmente das políticas governamentais e  da  população  urbana  brasileira para sua preservação e restauração e reafirmamos juntamente com as  povos  nativos  da  floresta nossa vontade comum de fortalecermos esta aliança, respeitando as diferenças de nossa diversidade cultural e social, em torno de objetivos comuns para o futuro de todo o planeta.