22-11-2011
Rodoanel Norte em xeque
Fonte: Jornal Rapidix Na quarta-feira, dia 16 de novembro de 2011, o PROAM-Instituto Bras...
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16-11-2011
BID LIBERA RECURSOS PARA PARA O RODANEL
http://www.recanta.org.br/bid_libera_recursos_rodoanel_norte.html
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10-11-2011
Movimentos sociais questionam as remoções pelo Rodoanel
Fonte: arquiteturanafavela.blogspot.com No dia 20 de Setembro movimentos ...
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24-10-2011
Governo publicou edital de licitação do Rodoanel
Fonte: Jornal da Tarde O governo do Estado de São Paulo publicou em 13/09 o edita...
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19-05-2012
Ainda falta melhorar as condições de proteção e reprodução
Fonte: www.estadao.com.br Seu Paulo, 52 anos, conhece a parte norte do Parque Estadual da...
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19-05-2012
CPI.Cantareira
Fonte: www.camara.sp.gov.br A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada p...
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17-04-2012
CPI SOBRE USO DO SOLO NA CANTAREIRA É INSTALADA
Fonte: www.camara.sp.gov.br Os vereadores instalaram na quinta-feira (12/04) a Comissão Par...
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25-03-2012
JARDIM CORISCO TEME A PASSAGEM DO RODOANEL
Fonte: ZN na Linha As demandas da cidade de São Paulo são múltiplas, porém cada região te...
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Moradores de Taipas querem garantia de moradia p/ todos desapropriados/desalojados

Fonte: ALESP

A quadra da Associação de Amigos de Bairro de Taipas, na sexta-feira dia 17/06, foi palco uma disputa diferente da que os moradores que serão atingidos  pelas obras do Trecho Norte do Rodoanel, estão acostumados a acompanhar. População do bairro, lideranças e técnicos da Dersa se enfrentaram no exercício de cidadania durante as discussões do traçado da obra.     

Cerca de mil pessoas disputaram espaços da quadra, que a partir da 10 horas da manhã, lotou a área para discutir com representantes da Dersa, parlamentares municipais e estaduais, lideranças comunitárias e ambientalistas; os prováveis impactos sociais, ambientais e no trânsito trazidos pelo traçado do Rodoanel, apresentado pelo governo Alckmin e que cortará artérias viárias do bairro, pobre, populoso e já usado como rota de fuga para acesso á capital.  

As discussões foram precedidas pela contextualização do movimento feita pelo vereador Francisco Chagas, que deu a deixa para o líder comunitário Miguel Gomes, elencar as ausências como representante da CDHU e da prefeitura municipal de São Paulo.

“Nós vamos deixar claro que não aceitaremos proposta de bolsa aluguel. Ninguém vai sair de sua casa sem a garantia de outra moradia para morar”, informou Miguel sobre a decisão da comunidade.       

Aos 128 anos de sua constituição, Taipas abriga fábricas de plásticos, papelão, tinturaria, é cenário de pequenas casas, apoiadas uma sobre as outra, cravadas nos morros e tem à frente à luta por moradia, atendimento médico, escolas, trabalho, lazer predominantemente mulheres, como a Roseli Bonfim, Vera Rodrigues, Helena Cardoso de Souza e Sonia Barbosa, todas são lideranças na comunidade. 

Com a fala contundente de quem há anos luta por melhorias para a região Sonia fez  apelos para os moradores manterem a mobilização “acordemos para vida, moradia é a base da dignidade. Se não tivermos moradia não seremos gente. A CDHU e a prefeitura têm que vir aqui e conversar com os moradores, nós temos que exigir respeito.”, sentenciou, Soninha, como é conhecida pela comunidade.

Temente à Deus

O deputado do PSDB, Celino Cardoso também presente na reunião, pediu para ser um dos primeiros políticos à falar alegando que por conta de compromisso, teria que sair a seguir, mas se viu acuado ao ser criticado e cobrado por não ouvir as demandas da população. “O governador Geraldo Alckmin, me pediu para eu vir até aqui e informar à vocês, que ninguém vai ficar na rua, e que foi firmado um convênio entre a Dersa e a CDHU, para abrigar as famílias que forem desapropriadas. Vocês podem acalmar seus corações, que o governador é um homem cristão e temente à Deus”, ponderou o tucano.

A seguir o petista Luiz Claudio Marcolino, colocou aos presentes o mérito da mobilização. “ Foi a partir  da pressão da população por respostas de para aonde iriam com a desapropriação é que a Dersa resolveu firmar este convênio, que ainda assim é insuficiente, pois por enquanto, prevê apenas 600 moradias e sabemos que pelo menos quatro mil famílias serão atingidas.” destacou o deputado estadual.

Já o vereador do PT Chico Macena, levantou dúvidas sobre os impactos ambientais e informou que teve acesso a um estudo produzido pela secretaria municipal de meio ambiente que elencou 70 questões sobre os reflexos da obra.

Outra questão feita por Macena foi quanto a situação dos moradores não possuem documentos da propriedade e lançou a pergunta. “Como a Dersa vai indenizar estas pessoas? Esta não pode condição para não ter seus diretos respeitados”, concluiu.

Gente Humilde

O líder religioso Cícero Macedo, ressaltou a dificuldade dos moradores para construir suas casas e a necessidade de manterem a união para enfrentar o problema. “Nós somos humildes, mas sabemos dos nossos diretos”. Na mesma linha José Garcia, mandou o seu recado, “somos favoráveis ao desenvolvimento, mas os pobres não podem pagar o preço, já sofremos com os desvios e aqui o trânsito está um caos,” e cobrou um estudo de fluxo de carros para a local.        

As conseqüências da falta de planejamento e de compromisso com as populações mais carentes, por da Dersa e da prefeitura, foi mencionada em vários momentos e até descrita pelo deputado estadual Simão Pedro.

“Nós precisamos ter a maior número de informações, clareza e transparência de todo este processo para que não se repita o que aconteceu com a população remanejada para as obras do Jacu Pêssego e da Nova Marginal”, lembrou o deputado  do PT, ao se referir aos compromissos não cumpridos pela a Dersa e a administração do prefeito Gilberto Kassab, que ainda não entregou moradia aos moradores desabrigados.

O representante da Dersa que recebeu da comunidade documento com proposta de alteração do traçado se pronunciou ao final das críticas e indagações dos participantes  e repetiu o mesmo argumento apresentado nas outras reuniões,- “a empresa não vai deixar moradores desabrigados,” porém ressalvou que a Dersa segue os parâmetros legais e para receber um imóvel da CDHU, ou indenização pela sua casa é necessário ter algum documento.