Buscar no Site

Origens da Rede de Cooperação Cantareira

logo_povo.jpgA  Rede de Cooperação da Cantareira  é  um projeto do  IDEAS (Instituto de Empreendedores  Ambientais e  Sociais), associação sem fins  lucrativos formada  por  moradores da Cantareira  que  resolveram  disponibilizar  ferramentas de rede aos  ambientalistas da Cantareira com objetivo de potencializar o movimento  sócioambiental  local .

Entretanto, as origens históricas da  formação de uma  Rede sócio ambiental da  Cantareira remonta cerca de 30 anos atrás,  poucos anos depois da inauguração do sistema Cantareira. O movimento ambientalista na região se  estabelece no intuito de estabelecer uma legislação de proteção única que abrangia diversas bacias e sub-bacias, com realidades de tendências de uso e ocupação.

No decorrer desses 30 anos de  história, diversos  atores  sociais e  ambientais da região lutam  para  garantir um desenvolvimento sustentável, que possa proporcionar o máximo possível à preservação dos recursos hídricos e  florestais, que em resumo é o fundamento de todo esse trabalho e de todos os sacrifícios que essas comunidades vêm experimentando durante essas três últimas décadas de  crescimento  exarcebado.

Nos  anos  70,  em decorrência da crescente  favelização, observamos  o surgimento de  diversas lideranças de  bairro atuantes e  a proliferação de associações e importantes trabalhos  comunitários principalmente nas  zonas  de contato entre a  Serra e metrópole.

Neste contexto é importante ressaltar a importância do trabalho comunitário realizados pelo Movimento dos Moradores dos Municípios de Caieiras, Mairiporã e Franco da Rocha, CASC - Congregação das Associações da Serra da Cantareira, AMPAC - Associação dos Moradores do Alpes de Caieiras, Associação Acorda Mairipa, Amigos do Horto,  Associação Flora Cantareira, AMAR, Associação dos Moradores e Amigos da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, entre  outras .

Atualmente as  redes  da  Cantareira se entrelaçam  e se  fortificam conforme a  necessidade  ou perigo eminente sendo cada vez maior o número  de moradores desta  floresta  metropolitana, organizações, associações atualmente preocupados com o futuro da  Cantareira. Em  1994,  seus  moradores pleitearam e  obtiveram junto a UNESCO, o título de  reserva da biosfera do cinturão verde da cidade de São Paulo para Cantareira e o Horto Florestal. O exemplo mais  recente  de forte poder  de mobilização em defesa  da Mata Atlântica remanescente foi o Movimento S.O.S Cantareira.  Veja mais!

IF3.jpgPor acreditarmos que as informações das redes possibilitará cada vez mais às comunidades aprenderem sobre suas deficiências, identificar suas potencialidades e recursos se tornando aptas a fazerem as escolhas que podem criar um mundo mais sustentável que propomos RECANTA - Rede de Cooperação da Cantareira.

RECANTA busca viabilizar com eficiência o empoderamento e parceria entre comunidades do entorno e órgão gestores da Unidade de Conservação da maior floresta metropolitana do Brasil (PEC) a partir de um trabalho em rede presencial e virtual que propicie acesso às novas tecnologias, a ampla difusão de informação, e elaboração de projetos sócio-ambientais da região, incluindo Ecoturismo, Educação Ambiental e documentação histórica.  

Este fortalecimento tem a intenção de viabilizar um "trabalho sócio-ambiental com mais qualidade" - o que significa profissionalização dos serviços de comunicação, gerando novos investimentos e oportunidades tendo como metas o desenvolvimento sustentável regional e a formação das futuras gerações para a preservação dos recursos florestais.

Nos últimos anos, diversas ONGs têm concentrado parte significativa das suas atividades na coleta e sistematização de informações estratégicas sobre a função dos ecossistemas a partir de levantamentos completos e detalhados sobre impactos dos processos de devastação e desflorestamento.

As organizações governamentais e não governamentais no mundo inteiro têm percebido que o impacto social gerado pela sua atuação mitigadora pode ser potencializado se suas ações forem articuladas em redes de maior abrangência técnica ou geográfica. Isso porque as redes possuem grande capacidade de diagnosticar áreas de risco que vincula aspectos ambientais aos sócio-espaciais, possibilitando uma influência crescente na formulação de políticas públicas sustentadas na adoção de cautelas ambientais.