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06-09-2010
02-09-2010
21-08-2010
18-08-2010
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Risco de contaminação poderá paralisar obras da praça de pedágioFonte: Jornal da Serra da Cantareira
Denúncia protocolada em audiência com o Secretário Estadual do Meio Ambiente, Francisco Graziano, pelo representante do setor ambientalista do Subcomitê Juqueri-Cantareira, informou que além dos graves descumprimentos das condicionantes das licenças concedidas pelo IBAMA, uma extensa área onde existia um ferro velho e depósito de viaturas foi mexida sem critério – e com transporte de 2500 m3 de terra com suspeita de contaminação por metal pesado para a beira do canal do rio Juqueri. Isso representa grave risco à saúde de todos os consumidores de água de Mairiporã e potencial de risco aos consumidores de São Paulo e de várias cidades abastecidas pelo sistema Cantareira. A denuncia foi abalizada por literatura técnica da USP de casos semelhantes com caracterização do risco, fotografias do local que registram os caminhões da empreiteira depositando a terra ao longo do canal, fotos de satélite comprovando a pré-existência do extenso ferro velho /depósito de carros. Além disso baseou-se em legislação estadual recente deáreas contaminadas (lei estadual 13577/09) que obriga as autoridades competentes – CETESB – a medidas de contenção imediata dos focos de risco à saúde dos envolvidos. - Recusa do prefeito e propostas para o local Em reunião do Subcomitê Juqueri-Cantareira em 10 de março, ao ser informado em plenária, o presidente e prefeito de Mairiporã, Antonio Ayacida, recusou-se a receber a cópia da denúncia, defendendo a continuidade das obras da praça de pedágio no atual local e acusando os ambientalistas de manipulação política. Para os ambientalistas trata-se de uma questão de risco à saúde que não pode ser ignorada sob nenhum pretexto ou opinião - já se teve muita sorte no caso da queda do telhado da rodoviária de Mairiporã, que não matou ninguém - e o prefeito estaria incorrendo em grave erro ao bloquear o envio da lei proposta pelo setor e aprovada pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente para regulamentação de Estudo de Impacto de Vizinhança, o que poderia dar transparência às negociações de compensações pelos impactos dessa obra e prevenir questões como a denunciada. A desistência do local pela OHL, pela inviabilização por contaminação, os altos custos de recuperação do passivo ambiental ocasionado pelo assoreamento, além da mudança do traçado do rodoanel trecho norte que não mais cortará a Fernão Dias naquele ponto, e a realização da praça de pedágio no local proposto pelos ambientalistas (divisa Mairiporã /Atibaia) seria uma questão de bom senso. E mais: as negociações poderiam ser encaminhadas ao órgão financiador da obra , BNDES, no sentido de transformação do local (depois de recuperado), já terraplanado e com o córrego retificado, em um grande centro de eventos /Convenções. Tal medida traria o real progresso para Mairiporã e contribuiria para a proteção e desenvolvimento sustentável dos mananciais da Cantareira. Considerando-se aspectos envolvidos, mesmo que o prefeito faça ingerência política com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, a proposta de bom senso deve prevalecer. (Mário C. Nascimento)
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